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    terça-feira, 9 de junho de 2015

    ENTREVISTA COM O RAPPER APELIDADOCHON




    Natural de Salvador, BA, ApelidadoChon, também conhecido como Jean Sousa, fala um pouco da sua trajetória no movimento hip hop.

    1 - Porque o nome ApelidadoChon?
    O "Chon" veio desde a infância. Eu não gostava. Minha mãe me chamava assim, - ou pelo menos algo parecido com isso - e meus primos pegavam no meu pé, porque sabiam que eu não gostava. Logo, passei a gostar menos ainda. Quando comecei no Rap, eu sabia que precisava de um apelido, um codinome, algo que não fossse meu nome, necessariamente. Aí eu lembrei do "Chon" e ficou esse mesmo. Na época era Chon MC, mas como essa coisa de MC tava muito banalizada, todo mundo era MC, eu quis me desrotular e como meu nome seria um apelido, veio o "Apelidado". Gostei da junção, e, ficou ApelidadoChon, até então.

    2 - Quanto tempo você é rapper e como se envolveu no movimento?
     Eu conheci o Rap ouvindo um album infantil da Ana Paula Valadão. Em uma das músicas, um garotinho entrava fazendo um estilo diferente. O Rap. Depois conheci o Dj Alpiste, mais tarde, o Apc 16. Foi quando pensei: "Eu posso fazer isso também". E até aqui, o Senhor tem me dado essa graça, há uns cinco anos, creio

    3 - Quem são suas influencias musicais?
    Eu comecei ouvindo Dj Alpiste. Parti pra Apc, ouvi uns seculares como Facção Central, Facínoras, mas, foi no Rap cristão que me encontrei mesmo. Não só pelas letras, que estavam mais próximas da minha realidade, mas também pelo som. O Rap cristão, hoje, não fica atrás de nenhum secular, em termos de letra, musicalização, flow.. E, dentre os grupos que mais me influenciaram, destaco o Rap Sensation. Um Rap old school, com uma levada muito boa de se ouvir, mesclado ao conteúdo inteligentíssimo daqueles caras. Já ouvi também muito Rap latino, gangsta, que teve grande influência na minha levada mais "west", hoje .

    4 - Como você avalia a cena do Rap hoje no país? 

    Do meu ponto de vista, enxergo um Rap que está se desenvolvendo, ganhando espaço e se profissionalizando. Por outro lado, entrando no mercado, tem virado produto, tem caído nas mãos de pessoas erradas, que, deturparam o real sentido do Rap, inclusive o Rap cristão, onde tem muito artista inserido e muito rimador bom se corrompendo. Infelizmente.


    5 - Você enfrenta o preconceito por ser do rap? 

    Já enfrentei muito, sobretudo nas igrejas. Todo esse tempo, nós vamos conscientizando as pessoas de que Rap é coisa de bandido sim. Mas de bandido que saqueia o inferno e sai de lá cheio de almas na sacola. Junto com os cara do Maranatha, tive uma possibilidade maior de ir nas igrejas e ouvir algo do tipo: "vocês me mostraram um Rap que eu não conhecia. Eu não gosto de Rap mas gostei do de vocês. É diferente."

    6 - Quais seus próximos planos dentro da música ? 

    Meu plano principal é continuar fazendo do meu Rap, um instrumento de transformação e de proclamação do nome do Senhor. Não tenho interesse em ganhar dinheiro com o Rap. Prefiro estudar e ganhar dinheiro através do meu trabalho, da minha vocação, não do meu dom. O dom que foi me dado por graça, vai continuar sendo devolvido a quem me deu, não gosto de misturar as coisas.

    7 - Quando sairá e o que podemos esperar do seu Cd?
    Faço planos pra lançar esse CD em 2015. Será uma Mixtape, que por sinal ainda está sem título e está em gravação, graças a Deus. Agradeço a Deus, também, pela vida do Maranatha (Ricardo e Natanael), esse grupo abençoado que está me dando uma força especial nesse processo. Se Deus permitir, o álbum será lançado no ano que vem, pela Na Cara Dura e Duro Produções. Com algumas participações confirmadas, são músicas que falam do amor de Deus e do amor que o amor de Deus nos proporciona. 

    8 - Deixe um recado final para todos os leitores do Portal MHGBA.

    Eu não poderia pedir mais nada dos meus colegas, senão, responsabilidade. Vamos fazer um Rap consciente, vamos manter a essência, ao invés de cair na tentação do mercado, que, sim, é grande, mas o que Deus tem pra nós e através de nós é muito maior. Vamos pregar Deus, primeiro com nossas vidas e deixar que nosso Rap seja um espelho vivo dessa realidade. Paz a todos, é tudo nosso e nada nosso! 



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    ARTIGO REVISADO: ENTREVISTA COM O RAPPER APELIDADOCHON CLASSIFICAÇÃO: 5 REVISADO POR: Ana Leal
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